Uma maçã e a vida saudável

Maçã?! Oi?! Sim, sou uma mulher do biotipo formato maçã; aquele, cientificamente chamado de androide, que acumula mais gordura viceral, que tem maior risco de saúde relacionados ao peso. Fui uma criança gordinha, movida a guloseimas da cantina da escola e “batata” chips, nada contra a criança gordinha e saudável, mas não atendia à esse quesito. Quando cheguei na pré-adolescência, especificamente aos 12 anos, decidi mudar de vida, não porque sofria o famoso bullying dos demais coleguinhas de classe, mas, porque definitivamente não estava bem. Em uma consulta com o endocrino e nutricionista, descobri a pré-diabetes, o colesterol limítrofe, o cansaço e a indisposição, além da escolha entre dois caminhos: Mudar de vida e salvar uma saúde que estava à beira do precipício ou continuar onde estava e acabar de matar o resto de saúde que ainda me restava.

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Ao longo do tempo, descobri que meu sobrepeso tinha uma alta relação com o fato de ser uma pessoa alérgica, uma doença até então sem cura, mas, com um possível controle. Desde a infância fazendo uso de medicamentos corticoide (anti-inflamatório hormonal) para tratar as altas crises alérgicas, acabei pagando o preço do aumento de peso; aumento da ansiedade; variação de humor; alteração do sono; compulsão por doces e estrias.

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Descobri na atividade física e na dieta balanceada, uma forma de me livrar dos “presentes” que o corticoide me deu e além disso, melhorar meu sistema imunológico, motor, circulatório e respiratório; tornando a alergia mais controlada. A pré diabetes não existe mais, o colesterol está no nível ideal e em vez de sofrer com uma doença que não tem cura, escolhi ser feliz, tornando o incurável em algo passível de controle.