Ben-Hur: Um olhar sem spoiler!

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Olá queridos! Tudo jóia? Espero que sim! Aqui no blog não pretendo falar de todos os filmes lançados, afinal, aqui não é um blog de cinema. O meu objetivo é falar de todo o filme que vejo e que acredito valer a pena compartilhar uma visão (tanto as boas quanto as ruins). Meu objetivo é não prejudicar quem lê o post antes de ver o filme e também agregar conhecimento à quem já assistiu e está interessado em refletir sobre alguns pontos. Mesmo sendo antenada aos lançamentos do cinema, confesso que fiquei sabendo do remake de Ben-Hur em cima da hora do lançamento. A primeira versão da história como longa metragem foi feita originalmente em 1925, nos EUA, e é tida como a versão mais fiel ao Romance de Lew Wallace. Em 1907 houve uma versão muda como curta metragem (talvez, na época, não haviam recursos para um longa), em 1959 veio a versão mais premiada de Hollywood, e agora, em 2016, a versão moderna e digital da aventura épica greco-romana.

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Ben-Hur da década de 50.

A nova versão conta com um roteiro bem no estilo “Jornada do herói” (o preferido de Hollywood). Achei o roteiro bem feito, embora, em alguns momentos, percebe-se ligações desconexas (são poucas mas acontecem). Muita gente pode dizer que é possível, mas acredito que não tem como comparar as outras versões com a atual. Hoje vivemos em outra época, é outra forma de produção, outro público e novas perspectivas. Perspectivas que foram criadas com a nova tecnologia do cinema.

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Achei o filme bem longo, o que não poderia ser diferente para uma história tão densa. Para que o roteiro ficasse perfeito, certamente, o filme ficaria com um tempo ainda maior. O fato é que os filmes Hollywoodianos têm moldes parecidos, formatos parecidos, quase uma receita de bolo. Mesmo tendo tantas fórmulas que fazem o filme vender, mesmo assim, eles erram e perdem audiência. Vários críticos previram uma perda de mais de US$ 100 milhões. Acredito que isso irá acontecer pelos mesmos motivos que já citei antes: é outro tempo e outro público. São poucas as pessoas que são amantes das histórias antigas (e que carregam mensagens de cunho religioso). O sucesso de um filme vai muito além da qualidade de roteiro, meios de produção e atores contratados.

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Atores principais, na premier do filme nos EUA.

Falando especificamente sobre o filme, Hollywood é Hollywood no figurino, caracterização, direção e roteiro. Assisti o filme em 3D e acredito que não vale pagar mais caro por isso. Não há grandes efeitos que tornem necessário o 3D para assim, serem melhor apreciados (como foi o caso do último X-man lançado). A história de amor fraterno entre os irmãos protagonistas faz um elo perfeito entre o que pregava o “Carpinteiro Mestre”. Como pode se ver na sinopse, Jesus Cristo é interpretado por Rodrigo Santoro. Já adianto que ele mandou bem. Sua aparição é feita quase que em “flashes”. Ele tem poucas falas, mas, quem estuda artes cênicas sabe que, muitas vezes, é mais difícil interpretar um personagem quando ele está em silêncio do que quando está falando. Acredito que, qualquer ator que já interpretou Jesus Cristo, deve ter tido trabalho na hora de imprimir personalidade ao personagem.

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Como é descrito na sinopse, o filme gira em torno de amor fraterno, vingança e valores cristãos. No que diz respeito à história, o filme é um prato cheio para os amantes de história antiga (mais especificamente a história do Império Romano). Até onde se sabe o Império Romano é um dos impérios mais violentos que já existiu, e, sua característica política tão peculiar (para não dizer triste e trágica) é um dos temas centrais do filme e tem influência direta na vida dos protagonistas. Também, na vida da figura mais famosa que habitou a terra durante essa época: Jesus Cristo.

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Toby Kebbell como Messala Severus e Jack Huston como Judah Ben-Hur in Ben-Hur da Paramount Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer Pictures.

Mesmo sendo remake, a versão Ben-hur 2016 é bem diferente da versão década de 50. Caso não tenha visto o primeiro filme e queira ver as duas versões, sugiro que, veja primeiro a versão mais atual. Dessa forma, acredito que evita-se comparações desleais (já que antes não haviam tantos recursos cinematográficos). Evita que você perca a emoção de ver a história pela primeira vez com o bônus da qualidade digital.

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Uma boa dica para que você possa aproveitar bem essa obra de arte: esteja atento aos detalhes do início do filme! Eles fazem toda a diferença para que você possa compreender, de fato, o enredo principal. Acredito que a arte imita a vida muito mais do que a vida imita a arte, por isso, ao assistir esse longa, podemos tirar muitas lições de vida de modo a evitar muitas mazelas humanas no mundo real. É uma história que nos leva a pensar sobre a importância de se abrir mão do orgulho, ciúmes, competição e discussões desnecessárias. Assim, conseguiremos, finalmente, a felicidade que a gente tanto sonha em diversas áreas da vida. Podemos também aprender a lição de que: a dificuldade que você enfrenta hoje, poderá ser decisiva para te tornar alguém mais forte e melhor no dia de amanhã.

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Não poderia terminar essa resenha sem falar da participação maravilhosa do Morgan Freeman! Sou suspeita para falar já que sou apaixonada por ele. Rsrsrs. Ficou maravilhosa a atuação dele e acho que foi dado um ar transcendental ao personagem (da mesma forma que ele fez quando interpretou a personificação do Deus pai em “O Todo Poderoso”).

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Em uma escala de 0 a 10, a minha nota para esse filme é 8! Assistiria novamente com certeza. O final do filme é maravilhoso. Na obra encontramos lições de vida atemporais (não importa o quão “longe” a humanidade tenha caminhado). É definitivamente emocionante.

>> Espero que tenha gostado da análise de hoje, um beijo, e até a próxima tricotagem. 😀

Vem tricotar!

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